Prefeitura de Catarina

terça-feira, 13 de junho de 2017

Quadra chuvosa do Ceará foi "em torno da média", avalia Funceme

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Foto - Diário do Nordeste 
As chuvas observadas durante a quadra chuvosa de fevereiro a maio deste ano, no Estado do Ceará, ficou em torno da média histórica. A informação foi apresentada por Eduardo Martins, presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), em coletiva na manhã desta terça-feira (13). O volume médio, para o período, observado no estado como um todo, totalizou 554,5 mm, o que correspondeu a categoria em torno da média, que se situa entre os limites 505,6 mm (inferior) e 695,8 mm (superior).  
Conforme balanço da Funceme, o mês de fevereiro foi o período mais chuvoso, com 32,6% de desvio positivo, seguido de março que ficou com um pequeno desvio positivo de 1,1%. O mês de abril apresentou desvio negativo (-39,4%) e maio, também (27.9%). É importante observar que, segundo a climatologia, março e abril são os meses mais chuvosos com média de 203,4 mm e 188,0 mm. respectivamente; enquanto, em fevereiro, a média mensal para o estado é de 118,6 mm e, em maio, ela alcança somente 90,6 mm. Esta tendência de redução, relativa a climatologia mensal, das chuvas ao longo da quadra chuvosa foi indicada no prognóstico de janeiro de 2017.

Na quadra chuvosa, a região do Cariri foi a macrorregião mais afetada, com desvio percentual de -23,2%, seguida do Sertão Central e Inhamuns (-20,4%), da Jaguaribana (-15,5%), da Ibiapaba (-6,2%), do Litoral Norte (4,3%), do Litoral de Pecém (6,0%), do Maciço de Baturité (8,7%) e do Litoral de Fortaleza (14,2%), As macrorregiões lbiapaba, Litoral Norte, Litoral do Pecém, Litoral de Fortaleza, Maciço de Baturité e Jaguaribana ficaram com o acumulado em torno de suas médias históricas, enquanto as macrorregiões Sertão Central e lnhamuns e Cariri, situadas entre o centro sul do estado, apresentaram chuvas abaixo da média. 

Em virtude desse padrão de distribuição espacial das chuvas, o aporte de água nos reservatórios estratégicos, dentre eles Óros, Castanhão e Banabuiú, foi reduzido, ficando o nível desses açudes ainda muito crítico, o que havia sido apontado no prognóstico de janeiro. Observa-se, contudo, que o volume acumulado nos reservatórios do Ceará como um todo, ao final da quadra chuvosa deste ano, superou ligeiramente aquele observado no final da quadra de 2016. O aporte deste ano superou os aportes anuais desde 2012.