Prefeitura de Catarina

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Levantamento preliminar já indica 6º ano seguido de chuvas abaixo da média em 2017

Imagem - Monitor das Secas - Tribuna do Ceará  
Às vésperas do fim da quadra chuvosa no Estado, nesta quarta-feira (31), o montante de precipitação registrado ainda não chega à média histórica para o período. Até o momento, choveu, em média, 553,8 milímetros nos municípios cearenses, enquanto, entre 1981 e 2016, esse montante é de 600,6 milímetros. Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).Apesar disso, o registrado neste ano no período supera os últimos cinco anos. São 273,2 milímetros a mais que o período entre fevereiro a maio do ano passado, por exemplo. As últimas cinco quadras chuvosas registraram precipitação média de 374,64.A chuva deste ano foi capaz de deixar parte do
Estado livre de seca, o que não ocorria desde a quadra chuvosa do ano passado.

O Monitor das Secas, levantamento da Agência Nacional das Águas (ANA), registra uma grande faixa livre de seca no Estado, concentrada ao Norte e que inclui a Capital.No entanto, o restante do Estado é marcado pela seca, seja a categorizada como fraca, moderada ou grave. Três pequenas regiões do Estado ainda registram seca extrema, já nas divisas com Piauí, Pernambuco e Paraíba e Rio Grande do Norte.Conforme os últimos dados divulgados pelo Monitor de Secas, em 15 de abril último, houve na parte central do Estado uma redução da área de seca moderada e também da área de seca grave.

 “Em todo estado os impactos da seca são, apenas, de longo prazo, com exceção de uma pequena área na divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte, onde se verificou seca de curto prazo”, afirma o órgão.Secas de curto prazo tem impacto na pastagem e na agricultura, ao passo que as de longo prazo afetam os reservatórios de água e a ecologia do local.A situação pode se agravar com o término da quadra chuvosa, conforme já indicam as chuvas registradas nessas segunda-feira (29) e terça-feira. Segundo a Funceme, as precipitações foram causadas pelo avanço de “áreas de instabilidade que se deslocam do oceano para o continente” — mesmo fenômeno que deixou milhares de desabrigados em Pernambuco e Alagoas.A Zona de Convergência Intertropical (ZCI), fenômeno causador da quadra chuvosa, já se mostra afastada da região Nordeste, conforme mostram imagens de satélite da Funceme. Balanço fechado sobre a quadra chuvosa, no entanto, só deve ser divulgado pela Funceme em 10 de junho próximo.

Nesta terça-feira (30), até as 9 horas, a Funceme registra chuva em 41 municípios em um período que vai das 7 horas de segunda-feira às 7 horas desta manhã. A maioria das chuvas se concentrava na Grande Fortaleza.É nessa região onde foram registradas as quatro maiores chuvas do período: São Gonçalo do Amarante (95,4 milímetros), Maranguape (80), Itaitinga (72,4) e Aquiraz (67). Na Capital, a maior chuva foi registrada no posto Pici: 7 milímetros. Os dados podem ser atualizados ao longo da manhã.A previsão do tempo para os próximos dias aponta possibilidade de chuvas. No restante dessa terça-feira (30) e na quarta-feira (31), as expectativas são de nebulosidade variável com chuva.Já na quinta-feira (1º), o indicativo é de céu parcialmente nublado em todo o Estado, menos na Faixa Litorânea e na Região Centro-Sul do Estado, onde há possibilidade de chuva.