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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Hemodiálise> Ação conjunta do Ministério Público, Polícia Civil e Vigilância Sanitária descobre laboratório clandestino e responsável é preso em Iguatu

Laboratório foi fechado em Iguatu. Foto de Thiedo Henrique
A Polícia Civil prendeu em flagrante, no início da tarde desta segunda-feira (26), um homem acusado de ser o responsável por um laboratório clandestino que fabricava a substância Concentrado Polieletrolítico para Hemodiálise (CPHD) utilizada em procedimentos de hemodiálise na clínica Centro de Nefrologia de Iguatu (CNI), Emir Lima Verde Filho, sócio-administrador do CNI. A prisão ocorreu durante fiscalização realizada pela Vigilância Sanitária do Estado, Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e Polícia Civil.De acordo com o titular da 1a Promotoria de Justiça da Comarca de Iguatu, promotor de Justiça Flávio Corte Pinheiro, em fiscalização realizada no dia 11 de maio no CNI, a Vigilância Sanitária constatou discrepâncias no estoque de CPHD que não condiziam com a quantidade utilizada, uma vez que fazia seis meses que a substância não
era adquirida junto ao fornecedor. Com isso, a Vigilância Sanitária notificou a clínica e, na defesa apresentada, o administrador confessou que fabricava o CPHD alegando dificuldades financeiras.
Diante desta realidade, a Vigilância Sanitária, o MPCE e a Polícia Civil realizaram nova fiscalização nesta segunda-feira, descobrindo que, numa tentativa de despistar as autoridades, Emir Lima Verde Filho fechou o primeiro laboratório clandestino, mas abriu outro em um novo localAlém destes fatos, o MPCE investiga ainda os óbitos de sete pacientes da clínica que podem ter ocorrido em decorrência do uso da substância fabricada no laboratório clandestino e outras irregularidades constatadas.
O delegado regional de Polícia Civil de Iguatu, Jerfisson Pereira, disse que o produto não poderia ser produzido. “A unidade era clandestina e a fabricação trazia riscos para os pacientes”, observou.
Clínica não será fechada 
O promotor de Justiça, Flávio Cortes, disse que a clínica não será fechada, pois não há outra na região para atender a demanda de pacientes que necessitam de hemodiálise. “Iremos fazer cumprir a utilização correta do material na unidade”, frisou.
O delegado de Polícia Civil de Iguatu, Wesley Alves, disse que recebeu a denúncia do Ministério Público. “O administrador do Centro de Nefrologia de Iguatu em vez de comprar o produto, estava fabricando de forma ilegal, clandestina”, disse. “Constatamos o fato e o prendemos”.

Por - Honório Barbosa