Prefeitura de Catarina

Seja bem-vindo (a). Hoje é

Audiência Pública discute problemas do Hospital Regional de Iguatu

Foto - Honório Barbosa 
Uma audiência pública realizada no auditório do Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira, discutiu as deficiências enfrentadas pelo Hospital Regional de Iguatu (HRI), unidade polo que atende a mais de 300 mil habitantes de mais de dez cidades da região. O evento foi promovido pela Defensoria Pública Geral do Ceará, por meio do Grupo de Trabalho da Saúde, que em novembro de 2017 realizou inspeção no HRI. De acordo com relatório dos defensores públicos o HRI apresentava precariedade, ineficiência na esterilização do instrumental cirúrgico, equipamentos avariados, infiltração e ninho de cupim no centro cirúrgico, portas quebradas, falta de material de limpeza e quadro reduzido de médicos.
“O nosso objetivo é trabalhar para a melhoria das condições de funcionamento das unidades hospitalares”, frisou a defensora pública, Lara Teles. Em maio deste ano, o HRI recebeu visita de uma comissão da Vigilância Sanitária. “Nem tudo mudou, mas já houve avanços, melhorias”, observou. O vice-presidente do Sindicato dos Médicos, Edmar Fernandes, sugeriu a definição de metas a serem cumpridas como número de cirurgias, de médicos e outros quesitos. “Se não definirmos meta, corremos o risco de ser mais uma reunião sobre a crise da Saúde, sem resultados de progresso”, pontuou.

O diretor clínico do HRI, Roberto Mendonça, disse que a equipe está agora motivada, mais médicos foram contratados e outros avanços virão com o decorrer do tempo.
O secretário de Saúde de Iguatu, Marcelo Sobreira, foi enfático: “Já melhoramos muitas coisas, mas ainda temos muito que fazer, enfrentar o subfaturamento do setor, contratar equipe qualificada, médicos, enfermeiros, para no futuro implantar a UTI Neonatal”, disse. “Estamos atrás de mais profissionais, especialistas, vamos fazer uma licitação para construir uma passarela entre a Casa de Parto Normal e o Hospital e abrir novas clínicas”.
Sobreira disse ainda que a morte de recém nascidos é um desafio a ser enfrentado. “Neste ano morreram 12, no ano passado foram 18, e estas crianças nasceram com baixo peso, entre 690 gramas e 1200 gramas, em situação de alto risco”.
Na audiência, não houve espaço para que ex-dirigentes do HRI fizessem esclarecimentos. O ex-prefeito, Aderilo Alcântara, esclareceu que no ano passado deixou construída a Casa de Parto Normal, da Gestante e a UTI Neonatal, além de um estoque de medicamento, material de limpeza e alguns equipamentos para as unidades.