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Protesto no Interior contra reformas de Temer

Foto: Honórito Barbosa
A greve geral mobilizou milhares de pessoas em todas as regiões do Estado. Na manhã de ontem houve manifestação nas cidade de Iguatu e Icó, no Centro-Sul cearense, contra a reforma trabalhista e da Previdência. Em Iguatu, inicialmente, os manifestantes reuniram-se na Praça da Caixa Econômica Federal, no Centro, e depois percorreram ruas com cartazes e faixas. Professores, estudantes, servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de trabalhadores rurais e comerciários participaram do ato, que foi marcado por tranquilidade. A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Iguatu, Fátima Siqueira, disse que todos os trabalhadores estão unidos contra as medidas de reforma propostas pelo presidente Temer. "Vamos parar o Brasil e mostrar nossa
insatisfação", frisou. O representante do Sindicato dos Servidores Públicos Federais, Luis Vicente, conclamou o povo a não votar em deputados e senadores que apoiam as medidas do governo federal.
'Fora Temer', 'Golpistas', 'É greve' eram os gritos mais ouvidos na multidão em meio a batucadas. As agências do Banco do Brasil, Banco do Nordeste e da Caixa Econômica e a unidade da Secretaria da Fazenda estadual suspenderam o atendimento nessa sexta-feira. Os funcionários dos Correios, desde ontem (27), entraram em greve.
Na cidade de Icó, mais de 1.500 manifestantes (estudantes, professores e trabalhadores rurais) participaram do protesto contra as mudanças na legislação trabalhista e na Previdência Social. O público não foi estimado pelos organizadores.
Juazeiro do Norte
A greve geral em Juazeiro do Norte foi marcada por protestos, interdições de várias ruas e conflitos. Diversas ruas do centro foram fechadas logo no início da manhã pelos manifestantes. Veículos foram impedidos de passar pelas principais vias do centro comercial de Juazeiro, a maior cidade do interior cearense.
Na Rua São Pedro, três homens trocaram socos com manifestantes ao tentarem furar o bloqueio. De acordo com os grevistas, os homens estavam armados. "São policiais à paisana. Já desceram da Hillux com as pistolas nas mãos. São pessoas com o intuito de atrapalhar e prejudicar o protesto que esta sendo pacífico", disse um professor da rede pública que pediu para não ter sua identidade revelada.
Sertão Central
A paralisação não foi geral, mas nas duas maiores cidades do Centro do Estado, Quixadá e Quixeramobim, houve concentração de trabalhadores e manifestações pelas ruas em protesto principalmente contra o presidente Michel Temer. Em Quixeramobim houve segundo organizadores do movimento paredista na cidade, a maior adesão de trabalhadores. No início da manhã aproximadamente 10 mil cruzaram os braços diante das fábricas de calçados até meio-dia.
Sobral
Centenas de manifestantes se concentraram na manhã de ontem na Praça de Cuba, no coração do comércio de Sobral, para protestar. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, representações de diversos grupos, entidade de classe, sindicatos, movimentos sociais e categorias de servidores saíram em caminhada pelas ruas do Centro da Cidade em protesto contras as reformas trabalhistas e da previdência e em defesa da aposentadora dos trabalhadores.
O protesto saiu da Praça acompanhado por cerca de 30 policiais militares, que reforçaram a segurança durante o percurso, que se estendeu pela Rua Diego Gomes, em frente ao Mercado Municipal, retornando à Praça de Cuba e seguindo por algumas ruas e avenidas do Centro.
(Colaboraram as Sucursais)